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cartaz electoral da FPG
Resposta ao companheiro Augusto Fontám PDF Imprimir Correo-e
Moncho Lareu
 
Introduçom
 
Para começar, compreendo as motivações do Sr. Fontám –ao que nom tenho o gosto de conhecer– à hora de escrever um artigo no portal GalizaLivre.org, já que o facto de se ter retirado da luita partidária –que nom política– nom incapacita a ninguém para opinar. Aliás sempre é possitivo recuperar as achegas de veteranos militantes.
 
Também quero destacar que o partido no que milito com muito orgulho, a Frente Popular Galega, tam só está a empregar a sua própria página web para expor a actividade e alternativas da sua candidatura. Sempre sem cair nas provocações da marginalidade e amosando a sua valia com trabalho e mais trabalho. Eu polo tanto nom falo no nome da FPG, senom como Moncho Lareu.
 
Por último tam só queria dizer que e já tinha pensado enviar algumha reflexom sobre as eleições a este portal como figem noutras ocasiões, mas ao ler o artigo do Augusto Fontám, dei-me conta de que coincido com ele em 90% do mesmo, mas que há um par de questões que, sem entrar em polémicas, queria aclarar:
 
 
Nom entendo mui bem essa teima que têm alguns e algumhas em nos chamar às pessoas que integramos a FPG “inactivas”, “nugalhães”, e sinónimos. Como nom se corresponde com a realidade, deve ser umha movida dessas da escola goebbeliana. Tam só podo dizer que pola minha parte EU NOM PARO! Será que há militantes galegas que disponhem de dias de 40 horas. Mas EU NOM PARO, e as minhas/meus camaradas tampouco, -e nom só em eleições, como indica trabucadamente o compai Fontám- com os seguintes incomodamentos das nossas gentes mais próximas: companheiros, colegas, familiares…
 
Às vezes tenho que roubar horas ao sono e ao lazer para desempregar a minha actividade militante na FPG, em ADIANTE e na CUT (outroscamaradas da FPG, militam na CIG, onde constituem a única oposiçom real às cúpulas reformistas). Mas o que nom podo fazer é roubar-lhe horas ao meu traballho de operário de Artes Gráficas. Isso nom. Sinto-o. Levo toda esta semana a durmir quatro horas porque saio de colada quase todas as noites. Mas eu às 6 da manhá tenho que estar em pé. Nom dou mais. Mas “inactivo” nom lhe som Sr. Fontám.
 
Ao melhor som mais “activos” certos colectivos cujos militantes podem roubar tempo também às horas que seriam de trabalho: porque nom atopam trabalho, porque nom o precisam, porque outros trabalham para elas/es, porque trabalham em militar,… Mas eu nom lhe sei, eu aí nom lhe estou. Estou-lhe na FPG. E nós trabalhamos para viver. Somos “currantes” de sempre, e nom precisamos disfaraçar-nos de “currantes” para fazer a nossa publicidade partidária. Inclusso trabalham a reo esses escritores, que supostamente seriam os que me dam ordens e som maioría na FPG... E eu sem o saber.
 
E é que isso da “inactividade” é relativo, nom? Se um vive em Ponte Areias ou Ponferrada, poderá dizer que a FPG é “inactiva”. Mas se vive na minha cidade, a populossa Vigo, a cousa muda nom? De feito a FPG é único partido independentista com presença continua em Vigo desde 1988.
 
E ligando com isto, tampouco é certo que a FPG tenha um projecto tam só para Cangas. A verdade é que Cangas é um dos comités locais mais importantes do Partido, sobretodo porque é agora mesmo o único concelho da Galiza com vereadores independentistas, mas a FPG tem um projecto nacional, por isso somos Frente Popular GALEGA.
 
Nom lhe sei tampouco se os camaradas Abalo e Carballo deitárom as suas vidas pola borda. Quando vocês fundárom a FPG eu tam só contava com 8 anos e estava mais pendente da Bruja Averia. Mas o que sim lhe sei, companheiro Fontám Garcia, é que tanto o Mariano como o Xan seguem aí e, como mim, TAMPOUCO PARAM.
 
Polo da BRILAT…, pois sei-lhe polo membro mais jovem do novo Comité Nacional da ADIANTE –filho, nom só biológico, dum ex-preso político de Galicia Ceibe (OLN) que integra a candidatura da FPG por Ponte Vedra para estas eleições- que as maos e as mentes das gentes da FPG também estivérom lá, no meio do povo –porque som povo-, mas nom levárom os “pertinentes” colantes identificativos, polo que você nom deveu de identificá-los.
 
E do 8-F, que lhe vou dizer? Tanto as pessoas militantes da FPG como de ADIANTE tivemos liberdade absoluta para asistir à convocatória –sem siglas- contra a galegofobia, porque somos disciplinadas mas nom autómatas. Quem quijo ir, foi. E nom fôrom poucas. Mas a FPG nom levou as suas siglas, nem para fazer campanha eleitoral para sim mesma, nem para lha fazer ao neo-lerrouxismo ultraespanholista.
 
Colofom
 
Mais nada, Sr. Fontám. Reitero que no demais concordo com o seu texto. Tam só queria manifestar-lhe para rematar que, pola minha educaçom numha família proletária e honrada, nunca seria capaz de pedir o voto para independentistas de esquerda que fundamentam a sua campanha electoral em atacar a outros independentistas de esquerda. Mas você é tam livre de opinar umha cousa, como eu som livre em opinar a contrária.
 
Um saúdo.
 
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